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Ao ler o título deste artigo, você pode se perguntar se o fenômeno da violência já não é algo antigo e que independe da pandemia. De fato, a violência humana está presente entre nós há muitos séculos e garanto que tudo já foi bem mais agressivo e desumano, mas, em pleno século XXI, isso não deveria ter sido superado?

A hora que o mundo parou
Ocorre que, no meio de um processo evolutivo cerebral coletivo, próprio da condição humana, aconteceu uma pandemia, e um sentimento de medo mortal tomou conta do mundo. Um trauma coletivo se instalou e os cérebros humanos passaram a trabalhar no “modo” sobrevivência. Nessas condições, a região cerebral mais acionada é a chamada de sistema límbico, responsável, entre outras funções, pelas emoções.
Imaginem uma população com medo, trancada dentro de suas casas, assistindo pelos diversos meios de comunicação um boletim diário com número de mortes, que facilmente, passavam de centenas por dia. Evidente que seus cérebros só pensavam em como sobreviver a esse caos. Nesses casos, a capacidade de diálogo cerebral entre a emoção e a razão, fica prejudicado e a mente apresenta tendência ao embrutecimento, devido a condição limite vivida pelo humano. É nessa hora, que a violência aparece com mais força.

Como todo processo de evolução, apesar do fenômeno de regressão mental e social vivido, a humanidade encontrará novamente seu rumo, nos cabe nesse momento, pensar em que mundo gostaríamos de viver pós-pandemia, quais as prioridades e que sociedade queremos, afinal, é sempre bom lembrar que não vivemos sozinhos, dependemos uns dos outros para sobreviver.